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Como funciona o câmbio automático?


Antes de saber os cuidados que precisa ter, é necessário entender como funciona o câmbio automático. A troca de marchas é feita pelo próprio sistema do carro e, por isso, ele não possui o pedal de embreagem.

Porém, não é só porque o câmbio é automático que você não usa a alavanca de marchas. Se você conhece este tipo de veículo, pode ter percebido que a sua alavanca de câmbio possui algumas siglas — que o motorista deve saber o que significam para não ter problemas. São elas:


  • p: “parking” ou estacionamento, deve ser usada quando o veículo estiver parado ou estacionado;

  • n: neutro, que simboliza o ponto morto;

  • r: utilizado para quando for necessário colocar a marcha ré;

  • d: dirigindo.


Ainda é preciso saber que existem três tipos de câmbio automático.


Câmbio automatizado: tem um sistema de dupla embreagem que torna a troca de marcha mais agilizada;

Câmbio automático: age sozinho de acordo com a necessidade do motor;

CVT: na transmissão continuamente variável, o veículo atua de maneira progressiva, de acordo com a pressão no pedal.


Dicas para dirigir um automático


Agora que você sabe mais sobre esses tipos de câmbio sem pedal da embreagem, confira as dicas abaixo para você usar melhor essa transmissão:


Descer na ”banguela”

Você deve estar se perguntando: “banguela em um carro automático? Como assim?” O negócio é que têm alguns motoristas que acreditam que colocar a alavanca no N (Neutro) durante uma ladeira é uma ótima maneira de economizar combustível. Só que eles se esquecem que essa atitude causa um esforço maior no sistema de freios. Pois, assim como em carro manual desengrenado, o câmbio não irá auxiliar o trabalho da frenagem.

Além do mais, nos motores equipados com injeção eletrônica (item presente em todos os automóveis vendidos no Brasil há pelo menos 20 anos), a economia de combustível é maior se o motorista mantiver uma marcha engatada sem acelerar que se ele colocar a transmissão em ponto morto. E isso vale tanto para carros equipados com o câmbio automático quanto com o manual.

A prática de colocar a alavanca em N ainda pode trazer um problema adicional: desgaste acelerado. É que o mecanismo dos câmbios automáticos trabalham sob grande pressão de óleo. Na “banguela”, essa pressão é bem menor, o que pode prejudicar a lubrificação, principalmente se o veículo estiver em movimento. Por tudo isso, o ideal é você deixá-lo sempre na posição D (Drive) ou, se a sua caixa tiver a opção de trocas sequenciais, colocar uma marcha mais forte.



Ao estacionar em uma ladeira, primeiro puxo o freio de mão ou engato o P?

Se você é um motorista ansioso ou distraído, que fatalmente vai engatar o P sem imobilizar o veículo, é interessante criar um hábito. Ao estacionar, acione o freio de mão primeiro e só depois mova a alavanca para o P. Desse modo, a ação sempre será feita com o veículo completamente parado. Agora, na hora de sair com o automóvel, o procedimento é inverso: primeiro dê a partida e coloque o câmbio em D, para depois baixar o freio de mão.


Quando usar o “L” ou “1,2,3”


Em alguns automóveis com câmbio automático, além das letras P, N e D no câmbio, a também a letra L (Low). Esse função aciona uma marcha mais forte, como a primeira ou a segunda. Então, ao subir uma ladeira mais pesada, ao colocar a alavanca no L, isso irá impedir que a transmissão, em rotações mais elevadas, troque de marcha no meio do morro e o seu carro perca torque. Evitando, assim, que o sistema retorne para uma marcha abaixo logo em seguida.

1, 2, 3…

Em determinadas transmissões automáticas, em vez da letra L (ou adicionalmente à ela), há os números 1, 2 e 3. Eles equivalem à primeira, à segunda e à terceira marcha. Ao colocar a alavanca nas posições determinadas por esses algarismos, o motorista vai limitar o funcionamento do câmbio. Então, ele vai utilizar, no máximo, aquela marcha específica. No 2, por exemplo, o sistema vai manter sempre a segunda marcha, mesmo se o motor já tiver alcançado altas rotações. No 3, do mesmo modo, a quarta jamais será engatada.

Esse recurso serve para evitar mudanças para marchas seguinte em situações nas quais o carro não pode perder força. Por exemplo, ao subir uma ladeira íngreme em um veículo sem grande reserva de potência. Ou ao transitar em pisos de baixa aderência, como estradas enlameadas ou cobertas de neve. Mas sua maior utilidade é possibilitar que o motorista utilize freio-motor em descidas.


Para que serve o botão “S”


Câmbios automáticos podem também oferecer a opção “S” , de “sport”, na alavanca. Em quase todos, a ideia é tornar a condução mais esportiva,“esticando” mais a rotação de motor em cada marcha antes de cambiar para a seguinte.

Em alguns carros mais antigos, entretanto, o “S” significava “Snow”,de neve, em inglês. Neste caso, a caixa eliminava a primeira marcha e arrancava de segunda, para evitar que as rodas patinassem. Podia ser usado também para sair da imobilidade na lama. Atualmente, essa função é cumprida pelo Controle de Tração, um dispositivo eletrônico que evita o deslizamento das rodas.




Como dirigir carro automático: 7 coisas que você deve fazer

1. Nunca


engate o R ou P com o carro em movimento


A primeira das dicas sobre o câmbio automático parece óbvia, mas não estamos falando do caso em que o carro está em alta velocidade e alguém inventa de engatar a ré. O problema é o veículo estar se deslocando devagar, quase parando em um engarrafamento. Se, em um manual, já daria para puxar o freio de mão ou colocar a ré para manobrar, isso seria um tranco para o câmbio automático.


2. Use o freio motor


Não se deve engatar


o N na hora de passar por trechos em declive. O Neutro é como a “banguela” (ou ponto morto) de um carro manual. Isso coloca uma exigência maior nos freios, que vão ter que segurar o peso do veículo sozinhos. Por isso, deve-se tirar o câmbio do D (Drive) e colocar em uma marcha mais forte, como a terceira ou quarta. Assim, a caixa de marchas vai ajudar a segurar o carro, o que se chama “freio motor”. A prática também evita o desgaste anormal da caixa, já que, na maioria dos casos, o N interrompe sua lubrificação.



3. Para estacionar em um morro, primeiro é o freio de estacionamento


Quando se estaciona um carro automático em um morro, subida ou descida, há um detalhe importante que deve ser observado. A primeira ação é acionar o freio de estacionamento (o freio de mão) e, só depois, colocar a alavanca na posição P (Parking). Mas, na hora de sair, a operação se inverte: primeiro, deve-se colocar a alavanca em D (Drive) e, só depois, solta-se o freio de mão. Obedecer essa sequência é fundamental para evitar que a alavanca do câmbio automático trave na posição P devido ao peso do veículo.


4. Pode ser necessário trocar o óleo do câmbio automático


Alguns veículos automáticos dispensam a necessidade de se fazer a troca do óleo do câmbio. O manual do proprietário deve ser consultado para saber se o modelo em questão tem essa exigência. E, mesmo para os carros que a dispensam, é preciso fazer uma checagem periódica no nível do fluido, já que é possível que surja um vazamento.


5. Engatar o N quando parar no sinal ou engarrafamento?


Deve-se, ou não, engatar o N (Neutro) quando o carro para em um sinal ou engarrafamento? A resposta é sim, pode-se colocar, pois muitos veículos já fazem isso sozinhos, e engatam o D (Drive) novamente quando o motorista pisa no acelerador.


6. Use os dois pés para os dois pedais


O costume de se usar apenas o pé direito para dirigir um carro automático está relacionado ao nosso passado com carros manuais. Entretanto, com um pedal a menos, não faz sentido deixar o pé esquerdo descansando, e é possível acelerar com o direito e dedicar o canhoto ao freio. Só não mude sua forma de dirigir de repente, nem faça a experiência em alta velocidade. No início, o pé esquerdo não estará acostumado à delicadeza que o pedal de freio exige, e vai produzir trancos. Mas, com a prática e o tempo, ele se acostuma com a nova tarefa.


7. Câmbio automático e automatizado são coisas diferentes!


Por fim, é preciso entender a diferença entre os câmbios automático e automatizado. No primeiro, não existe embreagem, e sim um conversor de torque. Mas o segundo tem, sim, uma embreagem no sistema, pois a caixa é exatamente a mesma de um carro manual. A diferença é que, no automatizado, ao invés de ter um motorista operando o sistema, há um computador fazendo a mesma função.

Fonte: Autopapo

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